
Divulgação: Banda Prophana
Formada em meados de 2007, a banda Prophana representa para seus integrantes mais do que a manifestação da boa música, mas também uma forma de “exorcizar os demônios”, em entrevista exclusiva, Felipe (Diabolus) ,vocalista, 20 anos;Paulo (Darth), guitarrista , 18 anos; Reginaldo (LordNightmare), baixista , 19 anos; e Diego (Noctus), baterista, 26 anos nos revelam detalhes da banda, desde sua formação, escolha do nome e expectativas para o futuro. Confiram com os Músicos da Noite abaixo a entrevista completa:
Músicos: Como aconteceu a formação da banda, de quem foi a iniciativa e como vocês se organizam?
Diabolus: A banda surgiu em meados de 2007. Eu colecionava registros literais grotescos onde manifestava minhas cóleras, raiva, dor, repressão, enfim, todo o sangue poluído que aquartelava em minhas veias. Até que um dia decidi não limitar aqueles registros apenas para mim, e sim vociferá-lo para o mundo através da arte da música. Foi assim que tive a idéia de iniciar uma banda, e comecei a procurar pessoas que quisessem compor junto comigo essa máquina de destruição.
Músicos: Tem trabalhos paralelos à banda?
Prophana: Todos nós ramificamos essas duas atividades perduráveis.
Músicos: Influências musicais, algum nome que não pode deixar de ser citado?
Prophana: Marilyn Manson, Maldita, Cradle Of Filth, Type O Negative, White Zombie, Arch Enemy, Black Sabbath, Metallica, Faith No More e Iron Maiden. São essas as bandas que na nossa visão tem influencias notórias em nossas músicas. Como vocês podem perceber, nossas influencias são bem dicotomias, mas no final das contas, tudo isso compõe a parte amarga da música.
Músicos: O que a banda representa na vida de vocês, é uma prioridade?
Diabolus: A banda representa para nós um sonho, além de ser um paregórico exorcizador de demônios.
Noctus: Além de exorcizar nossos demônios mais enclausurados, também nos faz receber reconhecimento em troca do que fazemos por vontade.
Músicos: Vocês já ganham com o trabalho de vocês?
Diabolus: Acho que ganhar é algo muito relativo. Ainda não ganhamos monetariamente, mas ganhamos algo que para nós é muito mais precioso: reconhecimento e liberdade de expressão.
Noctus: Também ganhamos esporadicamente um bar livre ali, outro aqui. (risos)
Músicos: Tem composição própria, se sim, quem compõe as musicas? Tocam músicas de outras bandas? E qual é a preferida de vocês?
Noctus: A idéia é de mantermos apenas com nossas composições, embora a receptividade de casas noturnas é extremamente fechada, focando-se na maioria das vezes em bandas covers, forçando as bandas que almejam fazer um trabalho próprio muitas vezes se sentirem frustradas, seja com decisões de “juízes” ou às vezes, dos próprios organizadores dos eventos. A música preferida é mesmo de cada um, eu, prefiro a música Necrofilia.
Diabolus: Desamor.
Darth: Sonhos.
LordNightmare: Necrofilia.
Diabolus: Eu componho a maioria de nossas letras. Assim como o Noctus aludiu, nosso desígnio é o trabalho autoral; entretanto, durante algumas de nossas apresentações também executamos alguns pouquíssimos covers de bandas como Marilyn Manson e Type O Negative.
Músicos: De onde surgiu o nome?
Diabolus: O nome da banda, “Prophana”, provem de “Profana” (antigo nome da banda), e profana é o contrário de tudo o que é sagrado, de tudo o que é divino; tudo que inspira liberação, festa, luxúria é profano. E o que a banda tenta passar é justamente isso: uma banda sem religião, sem limites, sem dogmas e sem paradigmas.
Noctus: Uma lítera forma de expressar antes mesmo de tocarmos, o que geralmente retrata nossas letras.
Músicos: Qual estilo vocês se definiriam?
Diabolus: Acho que a Prophana é única. Mas, se fosse nos enquadrar em um estilo, nós definiríamos como Industrial Alternativo. Porque, em nosso som, o Industrial é predominante, mas também temos influências de outros estilos como Heavy Metal, Black Metal, Gótico, o que resultaria em um “Alternativo”.
Noctus: Como o Diabolus disse, definimos como Industrial pela maioria das músicas, mas com uma pitada de grind core, gótico, entre outros estilos.
Músicos: Quais os planos pro futuro da banda?
Diabolus: A nossa prioridade é gravar nosso primeiro disco e concomitantemente nosso primeiro vídeo-clipe até o final deste ano. Esse disco deve ter doze faixas e deverá receber a alcunha de “Inferno de Fogo”.
Noctus: Alcançar os objetivos de sucesso da banda, não ser um pop star, mas adquirir respeito pelo nosso trabalho.
Músicos: Tem algum CD/EP gravado? Como as pessoas fazem pra comprá-lo?
Prophana: Como respondemos acima, ainda não temos nenhum CD digno de nossos fãs a venda, mas nosso intento é tê-lo até o final deste ano. O que temos, por enquanto, é um CD-demo que gravamos ainda no inicio da banda, quando nossa formação e ideologia fonográfica eram diferentes; contudo, essa demo foi muito experimental e nem a comercializamos. Essa demo entre outras peripécias podem ser conferidas através de nosso site oficial.
Quer saber mais sobre a banda Prophana? Entrem no fotolog da banda ou no myspace; para se tornar fâ entrem na comunidade do orkut. A banda também possui um canal no Youtube, para ver os vídeos das apresentações clique aqui.Para contata-los, vocês podem enviar um e-mail para prophana@gmail.com , ou então através do telefone (11) 8938-1401, falar com Felipe. Confira abaixo um video com a Música Necrofilia pela banda Prophana.
Por Larissa Godoy

Divulgação: Side Rolle
A Banda Side Rolle surgiu em 2003. Como a maioria das bandas, Side Rolle era compostas por amigos que estavam dispostos a dedicar parte de seu tempo para a música. Contudo, a ideia deu certo e – após idas e vindas de alguns integrantes – a Side Rolle segue rumo ao seu primeiro CD. Atualmente, a banda é formada por Guridz, 26 anos, na bateria; Penera, 26 anos, na guitarra; Rafael, 25 anos, também na guitarra; Pê, 25 anos, no baixo; e Lucas, 24 anos, no vocal.
Confira, abaixo, a entrevista que a banda forneceu ao Músicos da Noite.
Músicos da Noite: Como aconteceu a formação da banda?
Side Rolle: Em meados de 2003, em Atibaia – SP, o Guridz e o Penera que já se conheciam do colégio desde a 8º Série. Resolveram levar para frente uma idéia que já vinha de muito tempo: formar uma banda. Com a idéia na cabeça, foram atrás de parceiros para levar adiante.
Primeiro foram chamados: O Evandro (vocal) e Maurício (Baixo) que também eram amigos desde o colégio, e por fim, o Evandro que conhecia o Rafael (Guitarra), o trouxe para a banda. Estava formado o SIDE ROLLE, o nome vem do trocadilho, “vou sair de rolê” ou “vamos dar um rolê”. A idéia era ser “desencanada”. Tipo “não gostou? Ahh, SIDE ROLLE!”.
Mais tarde, o Maurício deixou a banda e deu lugar para um grande amigo de todos da banda e que, na verdade, tocava guitarra apenas por hobby, o Pê, que teve que aprender baixo na marra e topou a idéia proposta pelo SIDE ROLLE. Já em 2008 o Evandro também deixou a banda em meio a gravação do CD próprio do SIDE ROLLE.
O Guridz lembrou do Lucas (Vocal), que cantava em algumas bandas da cidade, e fez a proposta de ele entrar para o SIDE ROLLE, proposta aceita, gás novo na banda. O Resultado é esse que você pode conferir.
Músicos da Noite: Como a banda se organiza? Qual a frequência dos ensaios?
Side Rolle: A banda se organiza da seguinte forma: ensaios semanais de 2h em estúdio, assim, temos hora pra começar e hora pra terminar. Com 1h de ensaios das músicas próprias, e 1h de ensaios para música cover (sim, o SIDE ROLLE faz covers em meio a seus shows, afinal, a maioria das bandas começa na escola do som COVER).
Músicos da Noite: Vocês estudam ou trabalham?
Side Rolle: Guridz já é formado em Publicidade e trabalha na área como freelancer.
Pê, também já é formado, porém em Contabilidade e tem seu escritório em Atibaia.
Lucas dá aulas de violão, em um projeto da Prefeitura de Atibaia.
Rafael dá aulas de Inglês na Yázigi.
Penera trabalha como operacional de rodovia, na região de Atibaia.
Músicos da Noite: Quais são as influências musicais que a Side Rolle sofreu? Há algum nome, ou banda, que não pode deixar de ser citado?
Side Rolle: Cada integrante do SIDE ROLLE trouxe uma influência musical e que formou o resultado final do trabalho da banda, uma grande mistura de estilos. Por exemplo, Metallica, Oficina G3, Legião Urbana, Capital Inicial, Charlie Brown Jr, Titãs, entre outras.
Músicos da Noite: Em qual estilo musical vocês diriam que se encaixam?
Este é um ponto importante, acredito que em todo 1º CD de toda banda, pelo menos na maioria, você vê diversas músicas com estilo diferentes. Acredito que a banda busca uma identificação de seu estilo próprio até se achar no 2º ou 3º disco. Um exemplo disso são os primeiros discos do Rappa e do Charlie Brown. Se você ouvir estas bandas hoje e ouvir seus primeiros CDs, vai notar que houve uma evolução onde a banda achou seu próprio estilo.
Mas creio que o SIDE ROLLE fica entre Rock e Pop Rock.
Músicos da Noite: O que a banda representa na vida de vocês? Já é uma prioridade?
Side Rolle: A banda é um sonho de todos que aos poucos com o resultado e os feedbacks que recebemos das nossas músicas, torna-se cada vez mais uma realidade; todos sabem a dificuldade de uma banda independente. Ainda não é possível viver de música, portanto, todos trabalham para se sustentar e investir na banda. Prioridade 100% ainda não é possível.
Músicos da Noite: Vocês já ganham com o trabalho de vocês?
Side Rolle: Atualmente, somos contratados pra shows covers de outras bandas, mas sempre colocamos nossas músicas no meio dos covers que fazemos. E sim, ganhamos por isso, pelo COVER. Ainda não tivemos uma oportunidade de fazer um show com nossas músicas.
Até pelo fato de que ainda estamos em estúdio finalizando as gravações.
Músicos da Noite: Vocês tem composição própria? Se sim, quem compõe as músicas? Tocam músicas de outras bandas?
Side Rolle: O foco atual do SIDE ROLLE é o “som próprio”. Atualmente, estamos em estúdio gravando nosso 1º CD profissional pelo selo ATIVISTA MUSIC. Todos tem a liberdade de compor uma música para a banda, porém, os maiores compositores são o Guridz, o Penera e o Lucas.
Músicos da Noite: E vocês disseram que tocam músicas de outras bandas?
Side Rolle: O SIDE ROLLE faz covers de outras bandas, tocando na noite. Temos que tocar de tudo, de tudo mesmo. Em um de nossos shows foi solicitado até Vitor e Léo, e não deixamos de tocar, mas com uma pitada de SIDE ROLLE no meio.
Músicos da Noite: Quais os planos pro futuro da banda?
Side Rolle: Finalizar nosso CD, divulgar muito e trabalhar demais. E se não for pedir muito, um pouco de sorte também.
Músicos da Noite: Vocês disseram que estão trabalhando em um CD. Já sabem quando ficará pronto?
Side Rolle: O CD deve sair em novembro de 2009.
Mas as pessoas podem conferir nossa demo que está no Palco MP3 e baixar gratuitamente.
Side Rolle não tem shows agendados até o momento. Para contratar a Side Rolle, ligue para o Rafael (11) 7140-3761, ou mande um e-mail para contato@siderolle.com.br
A banda avisa que quem se interessar pelas suas músicas, pode mandar um e-mail: quando o CD estiver pronto, a Side Rolle pode envia-lo gratuitamente pelo e-mail ou correio.
Assista, abaixo, ao vídeo da música Caminhos Desiguais.

Divulgação: Kafka Show
O Kafka Show surge como uma banda disposta a recuperar o velho rock’n’roll brasileiro de Barão Vermelho, Lobão e Cazuza. Formada por Diogo de Nazaré, vocalista e produtor, Barrichello, guitarrista, Puga, baixista, e Jobas, baterista, a banda lança seu primeiro álbum “Escorre pelo caos para um novo horizonte” no dia 30 de maio (esse sábado), no Clube Belfiori, em São Paulo. Kafka Show também tem apresentações marcadas na Livraria Saraiva no Shopping Morumbi, no dia 13 de junho, e na Livraria Cultura no Shopping Villa-Lobos (a data ainda será definida). O CD estará disponível para venda, em breve, nas livrarias. Os freqüentadores da Galeira do Rock, no entanto, já podem encontrar o álbum à venda na loja The Rocket. O Kafka Show também aceita pedidos pela sua página no MySpace.
Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida aos Músicos da Noite, seguida pelo vídeo da música Rasura.
Músicos: Quando e como surgiu a banda? De quem foi a iniciativa para a formação da banda?
Diogo – A banda surgiu em 2002. Eu tocava na banda Cassino Club, que depois gerou o Multiplex, e queria fazer uma banda com um direcionamento um pouco diferente.
Na época estava casado com a Sura, modelo e cantora, e o plano inicial era termos uma banda colaborativa, onde sempre haveriam convidados.. . Porém em Julho de 2002, saí do Cassino Club, e o Kafka Show se tornou meu objetivo principal… Comecei a compor e nessa época desisti da parte colaborativa, rumando para o extremo oposto, no campo da autoralidade total.
Músicos: Por que o nome “Kafka Show”?
Diogo – Uma noite descia a rua onde morava lendo “O Processo”, de Franz Kafka. Não sei muito bem o porquê, mas me veio uma imagem de um circo com características do século 19, porém, nas jaulas, ao invés de animais, seres humanos. E do lado de fora, os bichanos circulando livremente. Achei interessante essa imagem, e como já estava à procura de um nome, decidi chamar a banda de Kafka Show.
Músicos: Além do CD que vocês lançarão nos próximos dias, há outros álbuns?
Diogo – Lançado, esse é o primeiro. Porém de 2002 à 2006 gravei algumas músicas, que formariam o primeiro disco da banda, mas que nunca foi lançado…
Músicos: Quem compõe as músicas da banda? Vocês compõem juntos ou as canções são compostas por um integrante? Qual é a música preferida?
Diogo – Eu compus a maioria das músicas. Excetuando “Dr. Pinel”, “08_80″ e “Em Paz”, elaboradas com o Barrichello.
“Espelhos de Reflexão” é a única canção que foi composta por todos juntos. Num daqueles momentos mágicos que todas bandas falam. Estávamos acabando um ensaio, e os três puxavam um belo groove. Ouvi e achei incrível. Como estava com o microfone na minha frente, comecei a cantarolar um verso escrito num papel, jogado ao meu lado. Nasceu aí a “Espelhos”.
Minha música favorita depende da semana, na verdade. Mas no geral, acho que “Epílogo” me agrada muito.
Jobas – Para ouvir a “E”, para tocar, a “Dr. Pinel”.
Puga - Esse disco teve um processo de gravação diferente pra mim, eu ficava sozinho na maioria das vezes gravando minhas linhas e recebendo visitas enérgicas e vibrações positivas de alguns músicos heróis pra mim. A música Dr. Pinel, faixa 2 do nosso disco, é uma das favoritas de Tim Maia, por exemplo, logo, também é a minha.
Barrichello - varia diariamente. Hoje é Suicidas, música que nosso show. Gosto da dinâmica e da letra.
Músicos: Como vocês veem a banda na vida de vocês? É uma prioridade, lazer, profissão…?
Diogo – Sabe o ar que vc respira? Se o ar fosse uma banda de rock, eu já estaria respirando-o desde os treze anos…
Jobas - Vejo como uma prioridade profissional que pode ser considerada lazer.
Puga - Prioridade profissinal e lazerosa! Oh yeah! =)
Barrichello - uma prioridade, um lazer e uma profissão, tudo ao mesmo tempo
Músicos: Vocês estudam ou tem trabalhos paralelos à banda?
Diogo – Eu sou formado em cinema pela FAAP, e graduado em áudio pelo IAV. Tenho um estúdio com o Jobas, e uma empresa de tecnologia.
Jobas - Sou formado em design, tenho um estúdio com o Diogo onde também dou aulas de bateria.
Barrichello - Trabalho no departamento de divulgação de uma editora de livros. Sou formado em Publicidade e pós graduado em jornalismo além de possuir formação técnica em áudio pelo IAV. Foi voltando de uma aula lá que conheci o Diogo inclusive
Puga - Sou formado em Rádio e TV na Anhembi Morumbi, trabalho com um velhinho que deu a fama ao Bozo e toco há 10 anos.
Músicos: Quais são os principais nomes que vocês diriam que influenciaram/ inspiraram o seu estilo musical e suas canções?
Diogo – Olha, inspiração eu diria Fellini, Gang 90 e Japan. Influências, Barão Vermelho na época dos dois primeiros, Legião, Suede, anos 80 em geral, pornochachadas do Carlo Mossy, e algumas musas destruidoras de corações…
Puga – Baixistas que fazem um bom groove, baixistas percussivos, baixistas que alternam entre o slap, o grave e suas oitavas com toda a precisão possível. Todas as energias emanadas pelo som de acordes jamaicanos e muitas linhas dançantes de baixistas de funk dos anos 70 e 80.
Barrichello - toquei muito sozinho com cds de acompanhamento de jazz que meu pai tem e isso acabou sendo mais importante pra mim do que as influencias clássicas como guitarrista (Jimmy Page, Hendrix e um monte de metaleiros). Como compositos gosto de sensações estranhas. Costumo encontrá-las na música clássica em especial em peças dissonantes como Noite Transfigurada do Schoenberg e La mer do Debussy. No mais, a vida e suas dores e delícias.
Jobas – Smashing Pumpkins, Deftones e rock nacional até os anos 2000.
Músicos: Quais os planos para o futuro da banda?
Diogo – Neste momento inicial, levar o mais longe possível, para o número mais diversificado de pessoas que conseguirmos.
Puga - Café da manhã com Madonna.
Barrichello - Tocar, dignamente, para o maior número de pessoas que pudermos.
Jobas – Descobrir o Brasil.
Gostou? Quer contatar a banda? Mande um e-mail para o Kafka Show (kfkshw0@gmail.com) ou para o Diogo (diogodenazare@gmail.com); ou ligue para o Kafka Estúdio: (11)3751-4570.
Por Luiza C. Pereira

Divulgação: Banda Mess
Tudo começou entre amigos de infância, ” (…) tinha até teclado”, afirma Phil, 19, guitarrista da Banda Mess. Hoje com 8 anos “de estrada”, Banda Mess se define com “Rock kbhgefciugweoiugboifbvi Roll” que se dá a partir de uma mistura de vários estilos e gostos musicais de todos os integrantes, mas a inspiração, garante todos, veio de Guns ‘N Roses.
Na banda, Billy João fica no vocal, o Phil e o Thiago Ferreira na guitarra, Eder no baixo e Vicky na bateria, em entrevista exclusiva, alguns deles contam com detalhes como se deu a formação da banda, planos para o futuro, e etc… Confira com a gente:
Músicos: Como que a banda se formou?
Billy João: Partiu do fim de uma outra banda formada por mim, o Phil e o Victor.Nos reunimos e decidimos continuar, porém com novos objetivos, convidamos o Thiago e depois de muitas experiencias com baixistas chamamos para completar o time o Eder.
Phil: Começou com banda de amigos de infância, com vários amigos, tinha até teclado!! Mas ai num deu certo, alguns evoluiram se interessaram mais pela música, outros seguiram outro rumo na vida! Ai dessa banda Eu, João e Victor começamos com a idéia mais firme e então convidei meu outro amigo de infância, Thiago, que já estava na música em outras bandas e que fez a primeira aula de violão junto comigo! Depois de alguns testes, o Eder entra na banda, sendo amigo nosso já também!!
Victor: Há oito anos iniciamos o sonho de montar uma banda de Rock’n Roll. (…) Nós primeiramente tocávamos com violões nas calçadas dos outros, até que cada um conseguisse comprar seu instrumento.
Músicos: E o que a banda representa na vida de vocês, é uma prioridade?
Victor: Prioridade, hobby, prazer, tesão,tudo! (risos).
Phil: Pra mim sim.Faço faculdade, já trabalhei, mas se der certo, na mesma hora jogo tudo pro alto!!!!
Billy João: A maior prioridade apesar de termos nossos trabalhos, pretendemos levar isso como profissão no futuro, porém estamos no Brasil.
Músicos: Vocês já ganham com o trabalho de vocês?
Billy João: Podemos dizer que ganhamos sim, porém existem shows que fazemos no “vasco” para conseguir divulgar e entre outras coisas, o dinheiro não é a unica forma de dizer que estamos ganhando ou não.
Músicos: E de onde surgiu o nome Banda Mess?
Phil: Bom, sempre fomos uns malucos, fazendo a maior “bagunça”, isso pode se ver pelos vídeos na MESSTV! Mas em minha mente, quando faço as letras tento ao máximo embaralhar a cabeça das pessoas e tentá-las fazer pensar! E se vc pegar uma música nossa entenderá isso!
João: Antes era banda Mess Joker, pois queriamos brincar com coisas de jogos de baralho(Joker, coringa), porém em alguns shows anunciavam agente como mandioquers, mijocas entre outras coisas.
Músicos: E vocês tocam suas composições?
Victor: Sim. Estamos finalizando nosso primeiro cd. A banda inteira compõe menos eu. Procuro me dedicar no que posso para ajudar a banda, com vírgulas, um palavra,etc (risos).
Phil: Já tocamos muito cover nessa vida, mas agora só pensamos nas nossas músicas! As idéias iniciais partem de João e de mim, mas na hora do vamo ver, é a MESS toda mesmo.Não existe música feita por uma pessoa só num banda afinal! E seguimos isso na risca!
Bom, pra contatar a banda falar com Phil no telefone (11) 9926-2125 ou com Victor no telefone (11) 7280-3407, mande também um e-mail, pra saber mais sobre Banda Mess entre no myspace, entre também na comunidade. Confira abaixo um pouco do som deles!
Por Larissa Godoy

- Divulgação: Beatles num Céu de Diamantes
Não são John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, mas o musical “Beatles num Céu de Diamantes” conta com 14 pessoas – incluindo atores/cantores e músicos – que trazem os sucessos da banda, agora, aos palcos de São Paulo, após de 100 mil pagantes o terem assistido no Rio de Janeiro.
O musical foi montado por Charles Möeller e Cláudio Botelho, também responsáveis pela criação do espetáculo “7 – O Musical”. “[Beatles num Céu de Diamantes] É nosso musical mais simples… Um elenco de 11 cantores/atores, recurso cênico praticamente nenhum, nenhum texto, apenas as canções com suas letras originais em inglês. Acompanhamento luxuosamente simples de piano, violoncelo e alguma percussão”, escreveram os dramaturgos no site oficial do espetáculo.
No repertório do musical, há uma mistura entre grandes sucessos dos Beatles, que marcaram época – como Help!, Hey Jude, Yellow Submarine, Come Together e Yesterday – e canções menos conhecidas, como Michelle, Golden Slumbers e Carry That Weight. Algumas músicas utilizadas no espetáculo podem ser ouvidas no site oficial da peça.
O musical estreou, em São Paulo, no dia 13 de março, e ficará em cartaz até o dia 28 de junho, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. O musical será exibido às sextas-feiras e sábados, às 21h30, e domingo, às 19h. os preços dos ingressos variam de acordo com a data da apresentação – sexta-feira e domingo, R$70,00 (plateia) e R$60,00 (balcão); sábado, R$80,00 (plateia) e R$70,00 (balcão). A classificação etária do espetáculo é 10 anos, e sua duração é de 1h30.
Assista abaixo a um trecho do espetáculo:
Por Larissa Godoy e Luiza C. Pereira
![promo1[1] Divulgação](http://musicosdanoite.files.wordpress.com/2009/05/promo11.jpg?w=500&h=300)
Divulgação
Um encontro na internet, um nome hindu e um som com múltiplas referências musicais são alguns dos elementos distintos que deram certo na composição dessa banda que se conecta cada vez mais com um público moderno e ávido por qualidade musical.
A banda Gamesh é originária de um grupo antigo formado em 1988 chamado Belsen. De sua formação inicial, restou apenas o guitarrista e vocalista Junior Parollo, apelidado de Malligno na atual conjuntura da banda formada em 2004 que conta com Rodrigo Ortega, o “Urtz” no baixo e vocal, Juliano Moscardi, o “Mosca” na bateria e Viviane Araujo, a “Vicky” na voz e percussão.
Ainda antes da formação atual, Junior, 37 anos, sentia as dificuldades de realizar um trabalho autoral e vencer no meio musical diante de suas condições. “ Não tinha dinheiro ou contato e estava batalhando na carreira publicitária” Mas nada disso o impediu de tentar. Iniciou no ramo das bandas covers, quando elas faziam sucesso nos anos 80, tocando em festas pequenas e em 2001, uniu-se a Urtz, para seguir o caminho de cantores da noite, tocando covers de pop-rock.
Foi graças à era digital que três dos integrantes se conheceram e formaram a multiface e autenticidade da Gamesh. Junior conheceu Urtz através de um chat na UOL há 10 anos e Vicky em um site de relacionamento de pessoas ligadas à Wicca (paganismo celta), no qual os dois estavam envolvidos, entre outras crenças e estudos. Já Mosca foi chamado por acaso, quando estava guardando sua bateria no carro e foi pelo pai de Urtz, que imediatamente o abordou para fazer parte do grupo. A forma curiosa como eles se conheceram é só um dos aspectos instigantes da Gamesh. O próprio nome da banda já desperta interesse. Ele foi escolhido entre outras opções, como Ganesh, Ganesha, Vishnu, Ramayana que foram sugeridas pela ex-noiva de Junior, apegada à mitologia hindu.
O valor musical da banda está na flexibilidade e mistura dos gostos de cada integrante. “ Ouvimos desde rock’n’roll dos anos 50 até o nu metal atual, passando por pop, soul, tecno, dance, erudito, MPB, bossa, regional, samba, blues, punk, psicodélico…” explica Junior . Têm como símbolos do meio artístico os grupos Sex Pistols, Clash, Ramones, New Order, U2, Legião Urbana e Plebe Rude, para citar apenas algumas de suas referências .
Todos possuem formação acadêmica e já exercem carreira em suas respectivas áreas . Junior é webdesigner na Editora Abril, Urtz trabalha num estúdio de arte gráfica, Vicky é atriz e professora de inglês e Mosca atua numa empresa de comércio exterior. Devido à vida profissional paralela , suas programações são predominantemente noturnas , se apresentando em bares de Moema, Pinheiros, Vila Olímpia, além de festas e eventos. A Gamesh pretende ainda concluir as composições de material autoral, com planos de lançar 20 músicas a partir do início de 2010.
Mas quem quiser conhecer a banda este ano mesmo, poderá ver o grupo tocar dia 22 de maio no Bar Santo Grau em Pinheiros e dia 5 de Junho no Athilio Bar em Vila Olímpia.
Por Paula Selmi

Divulgação: Condessa Safira. Créditos: Zé Ovo
Fazem parte da banda, Breno Bolan, baixista, compositor e backing vocal, 31 anos;Bruna Mariani, guitarrista e backing vocal, 22 anos;Júlia Jups, vocalista, 27 anos, e finalmente Zé Menezes, baterista, 24 anos. Tocam rock puro e simplesmente, em entrevista exclusiva, eles dividiram com o Músicos da Noite detalhes sobre o cotidiano e a vida de músicos deles, confira abaixo na íntegra mais informaçoes de Condessa Safira.
Blog: Como aconteceu a formação da banda, de quem foi a iniciativa e como vocês se organizam?
Breno: Eu comecei a banda depois do Rock In Rio em 2001. Desde o inicio a Condessa Safira era pra ser uma banda de Rock Brasileiro com vocal feminino e letras que façam as pessoas pensarem e que as toquem de alguma maneira. Da formação considerada original só eu que restei, mas sabe, eu acredito que essa nossa formação atual é a formação verdadeiramente original. Nós quatro estamos juntos desde 2005 e foi a partir desse ano que fizemos os shows mais legais como a abertura do show das The Donnas, gravamos os dois EPS, entre outras coisas. E acima de tudo isso, o som nunca esteve tão bom quanto tem estado nesses últimos 4 anos.
Júlia: Nos organizamos principalmente usando email, quase diariamente. Cada um da banda cuida de uma parte “internética” (orkut, fotolog, myspace, etc). Temos também um Fã Clube que nos ajuda a divulgar a banda.
Blog: Tem trabalhos paralelos à Condessa?
Júlia: Todos trabalham, sou coordenadora de uma escola de Inglês, o Zé trabalha no comércio e a Bruna é programadora musica.
Breno: Sou professor de Inglês.
Blog: Quais as influências musicais, algum nome que não pode deixar de ser citado?
Júlia: A principal banda que influenciou e influencia desde o começo é a banda carioca Sex Beatles. Além deles: Lobão, Marina Lima, Capital Inicial, Guns N’ Roses, The Donnas, Sahara Hotnights, The Ramones, The Rolling Stones, Iggy & The Stooges, The Runaways.
Blog: O que a banda representa na vida de vocês, é uma prioridade?
Júlia: Infelizmente não conseguimos viver de música, então cada um toca a sua vida nos dias “úteis” nos seus respectivos empregos. Nos finais de semana, a Condessa sempre é prioridade, seja em shows, ensaios ou reuniões da banda.
Blog:Já ganham com o trabalhos de vocês?
Júlia: Ganhamos o suficiente para ajudar no Merchan da banda, mas ainda não o suficiente para nos dedicarmos 100% à música.
Breno: A grana também pagou a gravação dos dois EPS.
Blog: Tem composição propria, se sim, quem compoe as musicas? Tocam músicas de outras bandas?E qual é a preferida de vcs?
Breno: Sim, eu escrevo as letras, faço as músicas e melodias. Geralmente nos reunimos na casa de alguém para eu mostrar as músicas novas. Depois disso cada um escolhe a preferida e começamos a trabalha-las no estúdio onde cada um coloca seu toque para que a música fique com a cara da Condessa Safira.
Júlia: Procuramos sempre tocar um ou dois covers em nossos shows, os que estão no set atualmente são: Skid Row, Sahara Hotnights, Johnny Thunders, T-Rex, Undertones e Little Quail And The Mad Birds.
Breno: E sobre a música preferida, acho que é relativo, ultimamente acho que “Assassina Por Natureza” e “A Última Canção” são as músicas que mais gostamos de tocar, mas todas um dia já foram ou voltarão a ser a nossa música preferida. Eu por exemplo amo “11 De Maio” que é uma das canções mais antigas da Condessa Safira.
Blog: De onde surgiu o nome Condessa Safira?
Júlia: A origem do nome “Condessa Safira” é nebulosa… dizem que era o nome de Drag do primeiro guitarrista da banda…
Breno: Esse mesmo ex-guitarrista também teve um caso curto, porém intenso com uma travesti chamada Safira. E Safira também é um nome de um Gin maravilhoso. Também tem a história de um sonho, enfim, são várias possibilidades e somente uma é realmente verdadeira.
Blog: Quais os planos para o futuro da Banda?
Júlia: Para 2009 o plano é um CD full e talvez um clipe.
Breno: Além disso vamos continuar fazendo shows que é o que mais amamos fazer, tocar ROCK bem alto com a galera cantando junto.
Blog: Como as pessoas podem fazer pra adquirir o EP de vocês?
Júlia: Temos dois EPs, um gravado em 2005 e um em 2007. O primeiro não está mais à venda, mas o segundo as pessoas podem comprar nos shows ou pela internet, acessando o site www.condessasafira.com.br
Gostaram? Para conferir a agenda de shows da banda, clique aqui. Confira também o site da banda, o fotolog e o myspace. Para downloads clique aqui. Quer virar fã? Entre na comunidade do Orkut.
Para entrar em contato com eles, mande um e-mail ou ligue Bruna no telefone (11) 8472-4268 ou para Júlia no número (11) 9192-7903.
No vídeo abaixo, escute um pouco do som de Condessa Safira em “A ÚLTIMA CANÇÃO”.
Por Larissa Godoy

Divulgação: Dona Aranha
“O nome Dona Aranha veio para definir a banda. É um nome criativo e marcante, as pessoas nunca esquecem. Além disso, assim como nós, a aranha da música infantil é persistente, está sempre subindo apesar da chuva que sempre a derruba”, explica Nick, bateirista. Mas até chegar aonde estão a banda passou por muitas modificações.
Tudo começou em 2005, quando Chinelo e o Carlos (ex baterista) descobriram que compartilhavam o desejo de criar uma banda. Um amigo do Chinelo que já cantava em outra banda cover topou ser vocalista. Com os ensaios dando certo, procuraram o Cesão (baixista), e assim nasceu a primeira formação chamada Partição Lógica.
Com os ensaios dando certo, decidiram agregar mais um integrante para tocar guitarra solo, e foi então que chamaram o Leitinho. Nessa época criaram a música Espiritos, escrita por Chinelo, e Sem Sentido que faz parte do repertório até hoje.
“Após algumas reuniões e algumas cachaças, decidimos que precisávamos de um nome mais atraente. Todos nós eramos bem loucos, uns iam vestidos de açougueiro, eu ia aos ensaios sempre de chinelo, outro tinha cara de maluco, então decidimos pelo nome Garden Now (trocadilho com o nome do remédio)”, comenta Chinelo. No entanto, a banda continuava estagnada, por isso Letinho resolveu abandoná-los para integrar outra banda. Então Chinelo chamou Frango para assumir a guitarra.
Em 2007 a banda terminou, mas Chinelo e Frango ainda acreditavam que poderiam fazer sucesso: “ Eu e o Frango continuamos certos que a gente ia conseguir ir além com a banda, que tinhamos objetivo. Foi aí que até pensamos em virar uma dupla sertaneja, mas vimos que não era o nosso estilo preferido. Começamos a procurar novos integrantes interessados em crescer, ganhar dinheiro e realmente fazer sucesso”.
Chinelo começou a fazer aulas de canto na escola Música Brasil onde conheceu o NoBrain que logo topou ser baixista da nova banda que eles iriam criar. Conheceram o Keijo também na Música Brasil e o chamaram para ser bateirista. João, amigo do Keijo, entrou logo em seguida assumindo a guitarra solo. Estava formada a banda Dona Aranha.
O primeiro demo está quase pronto. O CD terá 4 músicas, duas covers e duas de autoria própria. A música Sem Sentido, escrita por Chinelo é baseada nas filosofias de vida que ele segue, e a Não Há Vagas é uma crítica social ao sistema de saúde brasileiro.
Apesar de estarem começando a carreira agora, todos eles sonham em seguir com a banda. O grupo ainda têm muitos projetos a serem concretizados. Começaram a se apresentar faz pouco tempo mas já receberam convites para tocar em festas e bares. O objetivo da banda é tocar música ao vivo em bares e botecos e conseguir viver somente da música.
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Por Paula Raeder

O trombonista Bocato, em apresentação no Espaço Kabul
“A música, para mim, é como se fosse um elevador. Não um elevador, no sentido de altura; mas um elevador no sentido de tempo, que faz você se transportar para outros lugares. A música me dá essa liberdade”, reflete Itacyr Bocato Jr. – conhecido apenas como Bocato –, 49. A afirmação que o artista fez a cima é modesta: apesar de Bocato dizer que o “elevador” não corresponde à altura, não é bem assim. O músico tocou o teto com seu trombone, chegando até mesmo a se apresentar com grandes personalidades da música, como Roberto Carlos, Rita Lee, Ney Matogrosso e Elis Regina.
Bocato conta que, perto da casa onde morava quando pequeno, havia uma banda formada por crianças, que tocava na Escola Municipal Baeta Neves, em São Bernardo, São Paulo. Apesar da imensa vontade de tocar, o artista diz que seu pai não tinha condições, na época, para lhe comprar um instrumento musical. “Eu fiquei um ano, dos seis aos sete anos, estudando teoria da música, enquanto meu pai não comprava o instrumento. Imagina uma criança estudando teoria musical… Eu queria ter parado de estudar música, mas meu pai me obrigou a continuar”.
Após estudar as teorias, Bocato pôde escolher o instrumento que queria tocar. A escolha, no entanto, foi feita de um modo nem um pouco convencional. “Depois desse ano de teoria, o professor disse ‘já acabou a teoria, você já pode tocar um instrumento. Que instrumento você quer?’. E eu falei: ‘os instrumentos que mais aparecem na banda são os de sopro – ou trompete ou saxofone. Então quero um desses’. E o professor falou: ‘então, você vai estudar mais seis meses, porque não tenho esses instrumentos para te dar. Ou você pode tocar trombone, se quiser’. E aí fiquei com o trombone, e ele acabou se multiplicando na minha vida”, conta Bocato. Além do trombone, o músico também toca violão e, como ele mesmo diz, “dedilha o piano”.
Bocato tem diversos discos gravados, que contem composições próprias e canções de outros artistas. Em 1998, Bocato fez uma turnê pela Europa, divulgando seu CD “Tributo a Pixinguinha”. “Aqui no Brasil, ninguém nem sabe que eu toquei fora. Mas eu não estou nem aí; o importante é fazer música. E eu fiquei muito feliz, porque acho que realizei um dos sonhos do Pixinguinha”.
Bocato também comentou o trabalho que realizou ao lado de Elis Regina, em 1980, no show “Saudades do Brasil”. “A Elis Regina, para mim, é a maior profissional que eu já conheci – e olha que eu conheci muitos”, comenta ele, “Elis Regina era a personificação da música. Ela é o máximo”.
O artista se prepara para lançar um novo CD, em parceria com a compositora Carla Camargo. As canções do novo álbum são uma mistura de psicanálise, poesia e, é claro, música. O grande objetivo dos artistas foi conseguir transformar mitologias e arquétipos em histórias de amor contemporâneas.
Ao ser perguntado sobre um momento que tenha marcado sua carreira, Bocato novamente surpreende: “O maior momento da minha carreira foi quando me dei conta de que qualquer palco é um bar. Quando eu senti que qualquer barzinho e que o maior teatro do mundo é a mesma coisa; que um baita som do teatro é a mesma coisa que a caixinha de música do bar foi um momento marcante para mim. Aí, eu entendi que a música é independente de espaço físico. Eu pude entender, então, que música não serve para você arranjar uma namorada bonita, ou para parecer legal para os amigos, ou para conquistar liberdade. Música é música”.
Bocato toca as terças-feiras do mês de maio no Espaço Kabul, a partir das 22h.
Assita abaixo a um trecho da apresentação de Bocato.
Por Luiza C. Pereira
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